Filhos...para que tê-los?

Minha sogra sempre me conta a história de uma francesa, que foi sua patroa na época em que ainda morava na terrinha.
Essa senhora, toda vez que se irritava com os filhos, soltava o jargão:
Filhos? É melhor criar porcos!
Muitos casais que gostariam de ter filhos biológicos, não podem tê-los por problemas orgânicos e acabam optando por uma adoção. Sábia decisão.
Mas alguns casais saudáveis, resolvem não tê-los por opção mesmo. Preferem viver uma vida a dois, sem as responsabilidades que vem junto com os pimpolhos.
Esses últimos, perdem uma oportunidade ímpar de viver a experiência da paternidade.
Não digo isso apenas e somente pelos momentos cut cut que certamente as crianças nos trazem, mas por um motivo que passa despercebido por muitas pessoas que criam seus filhos: A causa da paternidade.
Em um outro post, disse que precisávamos olhar o mundo com olhos universais e não terrenos.
Pois bem... quando a paternidade é concedida ( Gravidez )ou procurada ( Adoção )pelos pais, não recebemos de Deus apenas a oportunidade de sermos pais, mas mais importante que isso, recebemos a incumbência de ajudar o desenvolvimento daquele espírito que chega, para uma nova vida, uma nova chance de se renovar.
Traz com ele, toda carga histórica de suas decisões (Boas ou más ) pelos caminhos da eternidade. E terá que conviver com ela novamente, cristalizando as boas qualidades e se livrando das más.
Esse é o ponto nevrálgico da relação entre pais e filhos. Os pais não apenas gerarão os corpos desses espíritos reencarnantes, como também serão responsáveis, no auxílio de uma nova lapidação dessas consciências em evolução.
A importância dos pais na detecção do desequilíbrio desse espírito é fundamental. Detectar e abrir-lhe a mente na direção correta, para que a formação de seu caráter seja objetivamente elevada, é função obrigatória de quem cria.
Podemos falhar na missão? Sim, esse risco é real, pois temos conhecimento que se trata de um espírito livre para suas próprias decisões. E a base para a justiça e misericórdia Divinas, é justamente o livre arbítrio. Mas nunca,  de forma alguma, poderemos nos omitir de nossas responsabilidades e obrigações para com aquela criatura.

Comentários

Postagens mais visitadas